
O Grande Oriente Maçónico de Portugal (G∴O∴M∴P∴) nasce, em 2005, da vontade de três Lojas, regularmente constituídas, de acordo com a Tradição e os usos e costumes da Maçonaria Universal, se unirem para trabalhar sob a jurisdição de um Grande Oriente.
O G∴O∴M∴P∴ sustenta que a Franco-Maçonaria é Una e universal, aberta a todos os seres humanos sem distinção de sexo, raça, crença religiosa, etnia ou nacionalidade. Os seus valores, consubstanciados na trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade são válidos para toda a humanidade e constituem a demanda mais perene que ao Homem foi proposta.
O G∴O∴M∴P∴ quer contribuir para a unidade de todos os Maçons espalhados pela superfície do globo, independentemente dos Ritos que pratiquem e das Jurisdições a que pertencem. O G:.O:.M:.P:. não exclui, inclui; não segrega, agrega, não divide, une.
O G∴O∴M∴P∴ é uma Jurisdição/Potência de Pessoas.
O G∴O∴M∴P∴ reconhece:
- o direito inquestionável de cada franco-maçon de decidir e seguir o seu próprio caminho de aperfeiçoamento segundo os ditames da sua consciência;
- o direito de visita de cada maçon que se faça reconhecer como tal, segundo a Tradição;
- o direito de criação de Lojas compostas exclusivamente de homens, exclusivamente de mulheres, e de homens e mulheres conjuntamente, quando tal resultar da convicção profunda de que esse é o melhor caminho para cada um.
De qualquer forma, o direito de visita é universal e irrenunciável;
O G∴O∴M∴P∴ declara sem complexos o seu adogmatismo e manifesta total abertura à Universalidade e à Unidade maçónicas, no respeito pela diversidade.
O G∴O∴M∴P∴ respeita a liberdade absoluta de consciência de cada irmão e irmã e constitui-se como um espaço de tolerância, de diálogo e de solidariedade.
O G∴O∴M∴P∴ respeita o Rito como um caminho de aperfeiçoamento e não como um dogma.
O G∴O∴M∴P∴ sustenta que a tradição maçónica e a interpretação do corpus doutrinal composto pelos Old Charges, os Landmarks e as Constituições d’Anderson não deve ser feita de uma forma imutável, fixista, cristalizada ao arrepio dos tempos e das comunidades onde vivem os maçons. Sustenta que devem ser interpretados à luz da história e da evolução dos tempos, dos costumes e das vontades.

